Gestão de negócios: seis instrumentos para a tomada de decisões

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Gestão de negócios: seis instrumentos para a tomada de decisões

Mensagem por Daniel / CAZI em Dom Jun 15, 2008 12:19 am

Todos os dias os empresários estão envolvidos em decisões. Algumas
que não causam grandes mudanças na organização e outras que podem selar
a sorte da sobrevivência do negócio para sempre. A maioria das decisões
é tomada a partir da experiência adquirida pelo empresário com o passar
dos anos em determinada atividade, que sem dúvida é uma bagagem
importantíssima, ou ainda através de opiniões de amigos, parentes,
empresários de diferentes ramos de negócio, em quem o empreendedor
acredita e que aceita como legítimas. Porém, as definições sobre as
ações empresariais deveriam seguir, além destes conselhos da vivência,
também as informações armazenadas, comprovadas e tabuladas dos sistemas
integrados que compreendem a Gestão de Negócios.
Algumas reações administrativas de fato são espontâneas e atendem
determinada necessidade, porém, outras podem transformar um simples
"acredito que deva ser assim..." em grandes prejuízos financeiros ou
até mesmo da imagem da empresa perante seus clientes e fornecedores.
Infelizmente, uma minoria acredita nas conclusões analíticas referentes
aos dados provenientes dos controles realizados, sejam manuais ou
informatizados, e acabam utilizando as formas anteriormente citadas -
os "achismos" - cada vez mais perigosas, em função das vezes que são
empregadas.
Através das análises de centenas de empresas e seus problemas,
necessidades e anseios de sucesso no mercado, seis ferramentas
tornaram-se eficazes para a Gestão Estratégica do Negócio, considerando
a informatização como fator chave. Como seguem:
1. Administração e controle da logística empresarial:
Atualmente, não apenas o controle de estoque da empresa é vital para
a organização, mas todo o processo de logística. Desde a compra, que
deve atender às necessidades comerciais e limites financeiros impostos
pelo fluxo de caixa, passando pela administração interna de produtos -
que precisam atender às expectativas do negócio como um todo, até a
entrega, com qualidade e segurança, para o cliente, se possível
surpreendendo o consumidor em todos os requisitos de eficiência e
atendimento personalizado. Lembrando, apenas, que a entrega do produto
e/ou serviço pode encerrar definitivamente um relacionamento comercial,
ou estabelecer um vínculo de credibilidade duradouro entre as partes,
criando a fidelidade e a primeira lembrança, para seus produtos e/ou
serviços. Assim, a venda não está encerrada na definição de compra do
produto por parte do cliente, mas sim, no recebimento da mercadoria
escolhida.
2. Análise e atualização dos cadastros de produtos e/ou serviços, fornecedores e clientes:
Nada mais desastroso do que no momento da venda o produto que está
no balcão, nas mãos do cliente, não aparecer na relação do computador,
ou ainda pior, ninguém saber ao certo o preço. Muitos leitores desta
coluna neste momento lembraram de algo assim em suas empresas, ou como
clientes, a culpa normalmente é do "sistema" que apresentou algum
problema. O "sistema", na verdade, é o processo organizacional como um
todo que precisa ser avaliado e obedecer a certos princípios de
evolução e atualização, desde a participação dos funcionários,
gerentes, sócios, até a integração com o aplicativo (software
específico) utilizado na empresa.
Na grande maioria das empresas aqueles clientes que compram à vista
são considerados péssimos consumidores, do ponto de vista sistêmico,
pois raramente é feito um cadastro deles, o que na verdade demonstra a
preocupação com uma parte apenas do processo, neste caso o de cobrança
e não o de formar um cadastro de clientes evolutivo em função dos
interesses do negócio.
Administrar efetivamente o que comprar é uma virtude que pode estar
escorada em um aplicativo, banco de dados onde estarão suas últimas
compras, prazos e preços pagos, além das necessidades futuras de
compras. Evitando, assim, que o vendedor venda o que ele deseja e que a
empresa não compre o que realmente interessa aos seus clientes.
Portanto, administrar o cadastro é um dos pontos vitais para o sucesso
evolutivo de qualquer empresa.
3. Adequação da elaboração dos custos e formação do preço de venda:
Ao falarmos de custos, logo todos se lembram dos concorrentes. Mas,
adequar os custos a realidade / limites da empresa - e não somente ao
mercado - quase sempre fica em um segundo plano, escondido entre
processos antiquados e de alto custo, ou ainda amparado pelas zonas de
conforto dos gestores das compras, em que buscar novos parceiros é um
obstáculo quase intransponível, fazendo do momento da formação do preço
de venda um suplício para todos os envolvidos e um desastre para o
negócio.
O preço de venda deve ser justo para o consumidor, mas também
adequado para a sobrevivência da empresa. O custo do produto e/ou
serviço, os custos fixos, os impostos, comissões e a margem de lucro
devem formar o valor final, de tal maneira que, no resultado final, o
lucro líquido almejado pela empresa em seu Plano Estratégico seja
alcançado.
4. Análise do Demonstrativo de Resultados:
Este demonstrativo retrata os valores de competência de determinado
mês, ou seja, o faturamento real (não os recebimentos), o custo da
mercadoria vendida (CMV) em relação ao faturamento do mês, os custos
fixos do mês, impostos relativos ao faturamento, comissões relativas e
os resultados mensais obtidos - o lucro operacional e o lucro líquido.
Este último considerando as despesas com investimento e financeiras.
Neste demonstrativo, outro parâmetro importante é o ponto de
equilíbrio, isto é valor referente ao faturamento mínimo para cobrir os
custos fixos e variáveis da empresa.
5. Análise e adequação do Fluxo de Caixa:
De posse do demonstrativo de resultados é necessário o Fluxo de
Caixa para complementar a análise financeira da empresa. Ele retrata o
movimento real do caixa no mês, através das movimentações financeiras,
entradas e saídas de dinheiro, e deve ser planejado para no mínimo seis
meses, evitando, assim, sustos durante a gestão empresarial, ou
necessidade de adequação do caixa através de alimentação financeira
externa, ou empréstimos de terceiros, que realizada às pressas sempre
acaba saindo muito caro para a empresa. Mais um lembrete: cuidado com o
resultado positivo do fluxo de caixa e negativo do demonstrativo de
resultado, esta desigualdade é o sinal de que a empresa está afundando
em um mar perigoso de dívidas.
6. Elaboração do Plano Estratégico para o Negócio:
O Plano de Negócios é um meio de manter a estratégia empresarial em
dia, pronta para alterações administradas de rotas de segurança.
Portanto, realize periodicamente a adequação da estrutura
organizacional à realidade do mercado em que sua empresa atua para
evitar o aparecimento de fatores que possam comprometer a sobrevivência
do seu negócio.







Jorge Luiz da Rocha Pereira
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